Lula recebe o Prêmio Félix Houphoët-Boigny
Depois do encontro reservado que terá amanhã (3ª feira, 07.06), com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o presidente Lula receberá em Paris o Prêmio Félix Houphoët-Boigny, oferecido pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Cultura, por sua ação em defesa da justiça social e da democracia.
O presidente brasileiro é o primeiro sul-americano a receber o Houphouët-Boigny, mas a mídia praticamente ignora o assunto hoje. As poucas notas que saíram a respeito até agora - pequenas - registram apenas como uma "homenagem" quando na verdade o presidente brasileiro recebe o mais importante prêmio nessa área depois do Nobel da Paz.No início do ano, ao informar que a escolha recaíra sobre Lula, o ex-presidente de Portugal, Mário Soares, integrante do júri da UNESCO, declarou que nosso presidente foi escolhido “por suas ações em busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua valiosa contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias”.
A representatividade do Félix Houphouët-Boigny
Depois do Nobel, o Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny é a laurea mais importante dedicada aos que promovem a paz no mundo em conformidade com a Carta das Nações Unidas e a Constituição da UNESCO.
Criado em 1989, o prêmio já foi entregue a figuras como os ex-presidentes Nelson Mandela (África do Sul), Shimon Peres (Israel) e Jimmy Carter (EUA), ao 1º ministro de Israel, Yitzhak Rabin, e ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat - todas personalidades também contempladas com o Prêmio Nobel da Paz.
O contemplado do ano passado com esse prêmio foi o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, também ganhador do Nobel da Paz/2008.
A premiação é mais um reconhecimento do papel político e histórico cumprido pelo presidente Lula e que sua ação já se faz notar além das fronteiras do nosso país. Mas, não ainda para a mídia brasileira. Como eu disse no começo dessa nota, até hoje, a maioria dos jornalões ignorou o anúncio da UNESCO.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
FONTE: BLOG ZEDIRCEU